"I man would die to-nigh of lying out on the marshes, I thought. And then I looked at the stars, and considered how awful it would be for a man to turn his face up to them as he froze to death, and see no help or pity in the glittering multitude."
from the book Great Expectations, by Charles Dickens.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
terça-feira, 12 de abril de 2011
Page 218
"So, throughout life, our worst weaknesses and meannesses are usually committed for sake of the people we most despise."
from the book Great Expectations, by Charles Dickens.
from the book Great Expectations, by Charles Dickens.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
domingo, 10 de abril de 2011
Invictus
Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.
In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.
Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.
It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll.
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.
William Ernest Henley
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.
In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.
Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.
It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll.
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.
William Ernest Henley
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Prisma
Qual a primeira coisa que você pensa quando acorda? Os raios de luz da manhã que se infiltram pela janela são mesmo assim coloridos ou eu ainda não acordei daquela sonho perturbador em que eu estava no lado negro da lua? Porque é estranho olhar para as coisas assim, tão dividas. Você quer ver a luz branca mas seus olhos já colocaram cada espectro em seu lugar, antes mesmo de você abri-los. Quem sabe somos ambos daltônicos. Eu? Preferiria nunca ter visto. Ter fechado os olhos na hora certa, e ter corrido para o outro lado, antes que a luz deixasse marcas na minha pele. Preferiria não poder ver. Ou, quem sabe, queria você fosse cego. Isso. Queria que fosse cego. Então me veria com a palma de suas mãos, eu te contaria sobre as cores e você nunca acreditaria.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Moda
"Talvez nossa cultura, nesse sentido, seja ainda mais implacável que os regimes fundamentalistas, pois nada está escrito, a "moda" funciona como uma lei implacável, mas pouco clara, o sujeito nunca pode ter certeza que está 'dentro da lei'"
domingo, 6 de abril de 2008
Página 470
"Penso nos gestos esqucidos, nos muitos ademanes e palavras dos avós, pouco a pouco perdidos, não herdados, caídos um atrás do outro da árvore do tempo.
Esta noite encontrei uma vela sobre a mesa e, para brincar, acedni-a e andei com ela pelo corredor. O movimento do ar ia apagá-la, e então vi a minha mão esquerda levantar-se sozinha, abrigando e protegendo a chama como uma cortina viva que afastasse o ar. Enquanto o fogo se endireitava outra vez alerta, pensei que esse gesto fora o gesto de todos nós durante milhares de anos, durante a Iade do Fogo, até que a trocaram pela luz elétrica. Imaginei outros gestos, o gesto das mulheres levantando a ponta da saia, o gesto dos homens procurando o punho da espada. Como as palavras perdidas da infância, ouvidas pela última vez na boca dos velhos que iam morrendo. Em minha casa já ninguém diz "a cômoda de cânfora", já ninguém fala das trempes. Como as músicas do momento, as valsas dos anos 20, as polcas que enterneciam nossos avós.
Penso nesses objetos, nessas caixas, nesses utensílios que aparecem às vezes em galpões, em cozinhas ou esconderijos, e cujo uso já ninguém é capaz de explicar. Vaidade de crer que compreendemos as obras do tempo: o tempo enterra seus mortos e guarda as chaves. Somente nos sonhos, na poesia, no jogo - acender uma vela, andar com ela pelo corredor -, aproximamo-nos às vezes do que fomos antes de ser isto que ninguém sabe se somos."
Esta noite encontrei uma vela sobre a mesa e, para brincar, acedni-a e andei com ela pelo corredor. O movimento do ar ia apagá-la, e então vi a minha mão esquerda levantar-se sozinha, abrigando e protegendo a chama como uma cortina viva que afastasse o ar. Enquanto o fogo se endireitava outra vez alerta, pensei que esse gesto fora o gesto de todos nós durante milhares de anos, durante a Iade do Fogo, até que a trocaram pela luz elétrica. Imaginei outros gestos, o gesto das mulheres levantando a ponta da saia, o gesto dos homens procurando o punho da espada. Como as palavras perdidas da infância, ouvidas pela última vez na boca dos velhos que iam morrendo. Em minha casa já ninguém diz "a cômoda de cânfora", já ninguém fala das trempes. Como as músicas do momento, as valsas dos anos 20, as polcas que enterneciam nossos avós.
Penso nesses objetos, nessas caixas, nesses utensílios que aparecem às vezes em galpões, em cozinhas ou esconderijos, e cujo uso já ninguém é capaz de explicar. Vaidade de crer que compreendemos as obras do tempo: o tempo enterra seus mortos e guarda as chaves. Somente nos sonhos, na poesia, no jogo - acender uma vela, andar com ela pelo corredor -, aproximamo-nos às vezes do que fomos antes de ser isto que ninguém sabe se somos."
do Jogo da Amarelinha
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